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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A Privataria Tucana: José Serra e os cúmplices


Foi lançado na última sexta-feira (09/11), o livro A privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Júnior. O autor reuniu na obra mais de dez anos de jornalismo investigativo sobre os episódios das privatizações de empresas nacionais, inclusive o escândalo da venda do banco Banestado, que ocorreram no governo de Fernando Henrique Cardoso.

 A obra afirma que o ex-tesoureiro da campanha de Serra e FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira, e diretor da área internacional do Banco do Brasil nos anos 1990, era o mentor de um esquema de propinas, desvios, lavagem de dinheiro e de remessas para paraísos fiscais.

 Mais da metade do livro sustenta as denúncias baseadas em documentos de acesso público, de contratos de empresas fantasmas e offshores. Alerta também sobre a falta de regulamentação do setor financeiro no país.


Logo abaixo segue a entrevista que o jornalista Amaury Ribeiro Júnior cedeu a blogueiros independentes na internet.


segunda-feira, 13 de junho de 2011

Admirável homem novo

É quase impossível viver hoje sem os mimos da tecnologia, cada vez mais presentes em nosso dia a dia, ao ponto de nos tornamos escravos dela. O trabalho é o motor deste processo escravista, que a cada instante necessita de inovações e que exige de nós comprometimento quase integral.

O dia começa com atraso no trabalho. Tudo acontece de forma apressada. Fumar, dá um certo alívio, mas não vai muito além. A todo instante há a tentativa de se convencer de que tudo está bem, mas não está. No trânsito, uma simples buzina altera o ânimo, capaz de proporcionar brigas ou morte por pura futilidade. O tempo parece cada vez mais encolhido, os dias passam acelerados.

Por enquanto os prejuízos ainda são indiretos, acontecem no âmbito psicológico e nas questões ambientais, este segundo nos parece estar longe da realidade urbana. Nunca na história da humanidade o ser humano foi submetido a tantas atividades como nos dias de hoje. São as exigências para alcançar o tão desejado “sucesso” profissional e, automaticamente, o sucesso pessoal também.

Talvez a ficção não esteja tão longe da realidade
Clique no link 
Não é preciso de pesquisas para identificar o aumento relevante do uso de drogas licitas e ilícitas neste século. O prazer segue a lógica da eficiência e da instantaneidade do sistema produtivo, para isso existem todo tipo de “receita”; têm aquelas mais direcionadas a ansiedade, como o café, álcool e cigarros. Existe também as que proporciona fuga total, como a maconha e crack. Isso nada mais é do que fugir da realidade. Mas por que fugir? Fugir do quê?

Da mesma forma que estamos começando a perceber que exigir da Natureza mais do que ela pode prover é prejudicial à saúde humana e crime; também devemos entender que o Homem têm limites físicos e psicológicos naturais que devem ser respeitados também.

No livro, Saber Cuidar, de Leonardo Boff, ele aborda perfeitamente esse conceito que “tudo faz parte de um todo”, de que a nossa ligação com a Natureza não é meramente da exploração dos seus recursos, mas sim parte orgânica, cooperativa e dependente de um complexo sistema cósmico.

Talvez as multitarefas, o bombardeio de informações, as poucas horas de lazer e as diversas horas de trabalho estejam nos transformando em máquinas. Mas diferente das máquinas, nós erramos, e os erros estão cada vez mais presentes  e evidentes.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Teologia libertária e o comunismo cubano


A relação do comandante cubano com a religião, contadas por Frei Betto


Logo após o triunfo da revolução cubana em 1959, um ano depois Fidel Castro enfrentou problemas com a doutrina católica na Ilha. Ele assinou um decreto que definia que as terras com mais de 420 hectares seriam divididas entre os camponeses. Fato que desagradou a Igreja Católica.


Em resposta à atitude do comandante veio rápida, o Papa João XXIII que excomungou Fidel Castro. Mas não foi por conta do episódio que o líder cubano se considerava ateu. Para um certo frei dominicano, de Belo Horizonte, orientado pela teologia da libertação, os objetivos da religião, ou do próprio comunismo são idênticos. Conta Frei Betto em sua obra: Fidel e a Religião.


Foi numa conferência eclesiástica no Chile, em 1971, que Betto teve a oportunidade de conhecer o comandante da revolução mais de perto. Naquela ocasião, se discutia o papel da religião nos países com grande índice de pobreza.


No ano de 1985 o frei brasileiro fez uma visita oficial a Cuba, com o objetivo de entrevistar o líder a respeito do assunto. No seu livro “Fidel e a Religião” evidência com riquezas de detalhes a viagem, o país e o povo cubano.


Acompanhado pelos pais e por Joelmir Beting, Betto por vinte e três horas, em quatro encontros em Havana, estimulou muitas reflexões do revolucionário. Conversaram sobre saúde, economia, socialismo, capitalismo e até culinária, mas o assunto mais esmiuçado foi a religião e, todos os assuntos estão reunidos no livro.


Fidel nesse encontro faz a seguinte consideração, “Afinal, o que estamos pregando ao povo? Que mate? Que roube? Que seja egoísta?[...] É exatamente o contrário. Ainda que por motivos diferentes”, disse o comandante ao autor.


Ele descobriu nessas visitas que os cidadãos cubanos têm liberdade religiosa. A mais praticada é a santería - fusão de crenças católicas com rituais africanos, mas também há crenças tradicionais: catolicismo e protestantismo que coexistem pacificamente.


A obra seguramente revela ao leitor outro lado do líder e seu povo, diverge das informações divulgadas pelos veículos de comunicação tradicionais do Brasil. Vítima das torturas na Ditadura Militar brasileira, o jornalista e humanista Frei Betto, convida o leitor a mergulhar em sua experiência na Ilha diferente de qualquer outra do mundo.